Complicação Pós-Operatório: Entenda a Responsabilidade e Seus Direitos Legais

Quando uma cirurgia não tem o resultado esperado, é essencial distinguir entre risco inerente e erro profissional. Nossa assessoria jurídica ajuda você a buscar a reparação pelo dano sofrido.

O Que Fazer Diante de uma Complicação

O período pós-operatório é delicado. Se você ou um familiar enfrenta complicações, o primeiro passo é garantir o atendimento médico de urgência. O segundo passo é reunir informações para determinar se a complicação foi um risco previsível ou resultado de uma falha:

a. Diferença entre Risco e Erro

Nem toda complicação é um erro médico. Analisamos se a complicação é um risco aceitável e informado (previsível) ou se decorre de negligência, imprudência, ou imperícia da equipe cirúrgica ou do hospital.

b. O Dever de Informação

Verificamos se o paciente foi devidamente informado sobre os riscos da cirurgia antes de assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A falta de informação adequada pode, por si só, gerar responsabilidade.

A Responsabilidade Legal na Complicação Pós-Operatória

A legislação brasileira estabelece critérios claros para responsabilizar os envolvidos. O advogado atua em três frentes principais:

Responsabilidade do Médico Cirurgião

  • Obrigação de Meio: Em regra, o médico assume uma obrigação de meio, ou seja, ele deve usar toda a técnica e zelo para o sucesso da cirurgia. Ele só é responsabilizado se comprovada a culpa (negligência, imprudência ou imperícia).

Exceção: Em cirurgias estéticas, a obrigação é de resultado (o resultado prometido), o que facilita a prova da falha.

Responsabilidade do Hospital

  • O hospital tem responsabilidade objetiva pela falha no fornecimento de serviços e pela má infraestrutura. Isso inclui a falha na vigilância, na esterilização de materiais ou na prestação de cuidados de enfermagem adequados no pós-operatório.  

 

Análise Pericial

  • O processo judicial exige a colaboração de peritos (médicos externos) para atestar se houve ou não erro técnico, comparando a conduta do profissional com o padrão esperado para aquele caso.

Documentos Essenciais para Iniciar a Análise

Para que o advogado possa avaliar a viabilidade da ação, é fundamental reunir os seguintes documentos:

  1. Prontuário Médico Completo: Incluindo laudos, exames pré-operatórios e registros do pós-operatório.

  2. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE): O documento assinado antes da cirurgia.

  3. Receitas, Notas Fiscais e Despesas: Comprovação de custos adicionais gerados pela complicação.

  4. Relatório Médico Atualizado: Detalhando o diagnóstico da complicação e o tratamento atual.

Dúvidas Frequentes sobre Complicações pós-operatório

Qual o prazo para entrar com ação por complicação pós-operatória?

O prazo prescricional para buscar indenização por responsabilidade civil costuma ser de três a cinco anos, dependendo da natureza da relação (consumerista ou civil). É crucial consultar um advogado o quanto antes.

Sim. Se comprovada a culpa do profissional ou a falha do hospital que resultou na complicação e houve dano à saúde, dignidade ou integridade do paciente, é possível buscar indenização por danos morais e materiais (custos extras).

Obrigação de meio é quando o médico promete fazer o melhor que pode, sem garantir a cura ou o resultado (ex: cirurgia cardíaca). Obrigação de resultado é quando o sucesso é esperado e prometido (ex: cirurgia plástica sem finalidade reparadora).

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